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Lista de títulos 31-05-2007
Maior flexibilidade para investimento é bem-recebida

Catherine Vieira e
Fernando Travaglini

Publicado no Valor Econômico

Em geral, as medidas do Conselho Monetário Nacional agradaram aos fundos de pensão, que pleiteavam esses pontos já há algum tempo. O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, considerou as mudanças muito positivas. 'As novas regras são boas porque contemplam uma flexibilização e os fundos de pensão já têm maturidade suficiente para lidar com essa liberdade maior', disse ele.
O dirigente defende que os fundos de previdência fechados tenham as mesmas regras que os fundos abertos. 'A tributação já foi equiparada e essas novas regras de investimento caminham mais nesse sentido, não há por que haver diferenciação, principalmente quando os controles de risco são reforçados', completou o presidente do fundo.
Pinheiro disse que a regra eleva de forma geral a possibilidade de aplicação em ativos privados, como FIDCs e CRIs. 'Esses instrumentos são interessantes para os fundos diversificarem suas aplicações e são também positivos para a economia como um todo, pois promovem desintermediação financeira', disse o presidente da Petros.
Para o diretor de uma outra fundação, as mudanças são boas e parecem contemplar os pontos mais importantes que vinham sendo reivindicados. De acordo com esta fonte, o setor como um todo ainda não precisa de um limite superior para a renda variável. 'Somente a Previ está acima do limite de 50% e, contando com esta, a média total das aplicações em renda variável do setor está em cerca de 30%', lembrou esta fonte.
'Porém, sem contar com a carteira da Previ, a média de aplicação dos fundos de pensão na renda variável não chega a 20%, ou seja, ainda há muito espaço para crescer dentro do atual limite', completou o interlocutor.
Para o presidente da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas (Apep), Paulo Tolentino, o patamar de 50% poderia até ser elevado, mas é adequado aos padrões brasileiros. 'Fundos americanos ou europeus precisam investir mais em ações, pois os títulos de renda fixa têm juros muito baixos'. Além disso, completa, as oscilações da bolsa brasileira são maiores, representando risco maior.
'As medidas como a permissão para investimento em fundos que operam com 'day trade' estão na direção certa porque o mercado atualmente requer mais retorno e precisa aceitar um risco maior', afirma.