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Lista de títulos 26-11-2014
INFORMATIVO número 45 – ano IV
APEP: 25 ANOS EM DEFESA DOS PATROCINADORES PRIVADOS

Evento em comemoração à data, realizado na sede do BNP Paribas,
em São Paulo, contou com apresentações da Previc e da SPPC


Há 25 anos, em 22 de novembro de 1989, os patrocinadores privados ganhavam voz própria na previdência complementar fechada, com o surgimento da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas, a APEP. A data foi comemorada na última segunda-feira (24/11) na sede do BNP Paribas, em São Paulo, em evento que contou com apresentações de Carlos Alberto de Paula, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), José Edson da Cunha Júnior, Secretário-Adjunto de Políticas de Previdência Complementar, e Eduardo Yuki, Economista-Chefe do BNP Paribas Asset Management. Ao iniciar os trabalhos, o presidente da Associação, Mário Sérgio de Pina Ribeiro, destacou a contribuição e a presença permanentes da organização nas principais instâncias do segmento.

"Desde sempre, a APEP, sem abrir mão de seu espírito crítico, colabora com as autoridades no sentido de aperfeiçoar e buscar o fomento do sistema de fundos de pensão. Vários de seus dirigentes marcaram presença nas instâncias máximas do setor – do pioneiro Júlio Queiroz, membro do antigo Conselho da Previdência Complementar, o CPC, a Marcelo Macêdo Bispo, nosso atual 1º vice-presidente, que mantém viva tal tradição no âmbito do Conselho Nacional de Previdência Complementar", assinalou.

O titular da Previc, que falou aos presentes sobre educação financeira e previdenciária, também ressaltou o papel cumprido pela Associação. Em sua avaliação, a criação da APEP foi um "divisor de águas", antecipando em muitos anos uma segmentação à qual só recentemente o governo aderiu, por meio da substituição da antiga Secretaria de Previdência Complementar (SPC), pela Previc, encarregada da fiscalização e supervisão do segmento, e a Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), voltada à normatização. "Várias bandeiras da APEP estão alinhadas com a Previc e o Ministério da Previdência Social, entre as quais a sua agenda de desburocratização. O Estado precisa ser mais leve, ágil e alinhado às expectativas da sociedade", observou Carlos de Paula.

Na introdução de sua apresentação sobre os desafios para o fomento da do sistema de fundos de pensão, José Edson afirmou ser motivo de orgulho pessoal o fato de ter sido dirigente da APEP, na década passada. Em sua avaliação, a previdência fechada é um “jogo de ganha-ganha”, o qual permite aos patrocinadores atraírem e reterem talentos e garante aos participantes uma poupança extra para a aposentadoria. "Todos são importantes, mas vale destacar o papel fundamental dos patrocinadores, sem os quais simplesmente não há previdência complementar", enfatizou o Secretário-Adjunto.

As comemorações do 25º aniversário da APEP terão prosseguimento nos próximos dias, com o lançamento do livro “A voz do empresariado na previdência fechada”, que poderá ser acessado no site www.apep.org. O momento é de festa, mas a Associação já se prepara para uma nova luta. "O sistema de previdência complementar no Brasil se baseia num grande tripé formado por patrocinadores, entidades e participantes. Já é chegada a hora de os patrocinadores, que hoje dividem um assento com os instituidores no CNPC, terem direito a uma representação exclusiva no Conselho. Esta é a nova bandeira que a APEP empunha ao completar um quarto de século de atividades", anuncia Mário Ribeiro.